Permacultura ganha mais força no campo

Permacultura ganha mais força no campo

Quintais têm horta em formato de mandalas, adubação natural e coleta de água de chuva.

Uma cidade sustentável também se faz com tecnologias sociais. E são elas as bases do projeto Arassussa, em Araçuaí, que tem na Fabriqueta de software e no cinema de Araçuaí apenas uma parte das ações da Cooperativa Dedo de Gente e do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD). Se na zona urbana câmeras e computadores dão o tom da nova era, envolvimento comunitário, compromisso ambiental, valores humanos e culturais e a satisfação econômica se misturam para mostrar que, no campo, ela também chegou.

Onde havia seca há água e os campos áridos agora esbanjam gramado verde. O sítio Maravilha é o resultado prático dos princípios da permacultura – método para manter sistemas ambientalmente sustentáveis. Nele, há criação de pequenos animais, adubação verde, experimentos de agroflorestas e coleta de água de chuva, entre outras provas de que soluções simples podem driblar a falta d’água.

“O sítio, que é o centro da permacultura, serve como irradiador para cidades vizinhas de Araçuaí e é um exemplo prático para o agricultor. Depois da formação, ele experimenta nos quintais. É uma forma de conviver com a terra de forma harmoniosa, respeitando e contribuindo para a melhoria de vida das pessoas”, afirma a coordenadora geral do Projeto Arassussa, Eliane Luiz de Almeida Oliveira.

Ela explica que os “quintais maravilha” têm uma moeda ambiental. As famílias ganham o kit sustentável, composto pelo banheiro seco e pela caixa de coleta de água de chuva e, em troca, devem pagar com lixo e queimada zero, a horta mandala e a participação nas oficinas comunitárias. “O foco está no cuidado e na preservação das nascentes. Famílias fizeram oficinas de proteção de nascentes e agora estão fazendo cercamento, plantio de mudas e coletando sementes”, acrescenta Eliane.

O CPCD é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, fundada em 1984, em Belo Horizonte, pelo educador popular, antropólogo e folclorista Tião Rocha, com a missão de promover educação popular e o desenvolvimento comunitário a partir da cultura. (JO)

Fonte: Estado de Minas

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  1. Em planejamento para a criação do Sítio São Saruê. Lugar de paz e alegria, onde a prioridade é a sustentabilidade ambiental e desenvolvimento local.

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