Milton Nascimento sobe ao palco como ator

Milton Nascimento disfarçou o choro na estreia de “Milton Nascimento Nada Será como Antes – O Musical”, novo trabalho de Charles Möeller e Claudio Botelho, em cartaz no Rio. Em “Ser Minas Tão Gerais”, se for o caso, não vai ter como disfarçar, já que estará em cena. Além de cantar, o artista atuará neste musical. Criado há uma década pela trupe mineira Ponto de Partida, o espetáculo será apresentado na semana que vem no Teatro Alfa para divulgar o lançamento da edição comemorativa de seu DVD. Em 2012, Milton celebra 50 anos de carreira e 70 de vida.

O clima das apresentações é de homenagem para os envolvidos no musical, com exceção do próprio músico. “Vejo este espetáculo como um presente para qualquer hora da minha vida”, diz. Milton divide a cena com os integrantes do grupo de teatro, 40 crianças do coro Meninos de Araçuaí (MG) e uma banda de cinco músicos. Conta que se encantou com o projeto antes mesmo de receber o convite. “Não estavam com coragem de me chamar. Pensaram que eu fosse morrer de rir com o convite. Nem imaginavam que eu poderia morrer de rir de alegria.”

O espetáculo visita a música de Milton e a poesia de Carlos Drummond de Andrade. A trilha privilegia canções menos conhecidas do artista, amalgamadas pelo tema da negritude. “É um recorte diferente da obra do Milton. Não tem nada muito comum, mas ‘Coração Civil’, ‘Raça’ e ‘Os Tambores de Minas’, entre outras canções”, diz a dramaturga Regina Bertola. A trama se inspira no mito Milton Nascimento. Conta a história de um homem oriundo de uma pequena cidade de Minas Gerais. Quando menino, ele engoliu um ovo de curió, que virou passarinho e fez morada na garganta do cantor. Todo o povoado espera o retorno deste personagem. Acreditam que sua chegada iluminará a cidade. A abertura de Milton ao musical surpreendeu. No primeiro dia de ensaio, o cantor já fez questão de se misturar aos seus companheiros de cena. “Vi que tinha uma cadeira na frente do palco e que os meninos ficariam no fundo. Levei a cadeira para traz e me sentei ao lado deles”, conta. Bertola enganou-se ao imaginar que Milton estaria em cena somente em momentos pontuais, cantando. Segundo conta, o artista não quis sair do palco e acabou improvisando falas que foram incorporadas à dramaturgia. “Dei um jeito de participar do espetáculo inteiro”, brinca o cantor.

Fonte: Caderno G – Gazeta do Povo.

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