| Reflexo/Pedro Vargas |
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| Ruas de São Manuel (SP) enfeitadas para o Corpus
Christi: a tradicional festa católica é comemorada no país
inteiro com cerimônias
religiosas | |
las
são coloridas, alegres, devotas. Seus participantes rezam, cantam, dançam
e até simulam batalhas medievais. As festas folclóricas brasileiras são
uma fonte preciosa da história do nosso povo. De origens conhecidas ou
anônimas, elas guardam em sua essência – que é também a da formação do
povo brasileiro – elementos de diferentes culturas. Trabalhar com as
festas folclóricas em sala de aula não é apenas uma maneira de contar a
nossa história. É, sobretudo, um instrumento para revelar e reforçar a
identidade dos alunos.
As manifestações culturais de um grupo social –
festas, crenças, superstições, danças – são consideradas folclore desde
que sejam tradicionais (praticadas há várias gerações), funcionais
(satisfaçam necessidades da comunidade) e tenham aceitação coletiva.
Segundo o antropólogo e folclorista Tião Rocha, presidente do Centro
Popular de Cultura e Desenvolvimento de Belo Horizonte, é fundamental que
os alunos identifiquem o folclore onde eles vivem e não tenham a sensação
de que é preciso ir buscá-lo em lugares distantes. “Todos nós,
independentemente de classe social e faixa etária, somos portadores de
folclore”, afirma ele. Por isso, qualquer trabalho escolar sobre as festas
populares deve ser precedido por uma pesquisa das manifestações
folclóricas dentro de casa, no bairro e na comunidade. Só então o aluno
estará preparado para estudar outras manifestações culturais, sem
considerá-las exóticas. Tião desenvolveu um roteiro de pesquisa sobre
folclore já aplicado, com sucesso, em várias escolas da capital mineira.
Nele, alunos de 1a a 8a série pesquisam em casa, entrevistando pais, avós
e vizinhos sobre temas que revelem a existência de raízes folclóricas. Por
exemplo: que brincadeiras fazem as crianças? Como a família comemora um
nascimento ou um casamento? Que tipo de comida é servida em dias de
festas? Assim, os alunos perceberão que, como eles, existem outras pessoas
em outros lugares que também possuem hábitos, costumes e tradições
próprias e as atividades sobre folclore farão mais sentido.
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