| Alice Hattori |
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Moacir Gadotti
Educador e
filósofo | | |
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Os dias atuais exigem um novo jeito de ensinar. Longe
daquele professor prostrado frente à sala falando sem parar.
Novos tempos, novas exigências. A informação está em todos os
lugares: letreiros, outdoors, livros, internet,
jornais, televisão... Mas como fazer os alunos analisar,
sintetizar e interpretar todos os dados? Eis a competência que
todo professor deve desenvolver. Somente assim, você estará
formando pessoas que de fato serão participantes ativos de
nosso tempo. |
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| Quem reclama demais, compara demais o jeito e a maneira
de ser das novas gerações, está parado no tempo. Não evoluiu e
nem acompanhou as mudanças do mundo. Se não compreende uma
gíria, uma roupa, a cor dos cabelos, dificilmente respeitará
as idéias dos jovens. Daniel Munduruku não se prendeu apenas
aos valores indígenas. Antenado constantemente com a sua
cultura e a dos não-índios, seu universo vai além de sua
tribo. Para ele, cada aluno é uma fonte riquíssima de
informação. |
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Dorival Elze |
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Daniel Munduruku
Índio da nação
Munduruku, professor do Ensino Fundamental e Médio
regular em Lorena (SP), escritor e
antropólogo | | |
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| Henry Yu |
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Tião Rocha
Antropólogo, responsável pelo
Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento –
CPCD, uma organização não-governamental sem fins
lucrativos, que promove educação
popular | | |
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Na correria de prazos, metas a cumprir e calendários
inflexíveis, é muito mais fácil entregar o peixe do que
ensinar a pescar. Falta de tempo não pode ser desculpa, nunca!
Sempre é tempo de ensinar a pensar, buscar, investigar, criar
hipóteses, descobrir. Por isso, é necessário estar sempre
atualizado, conhecer novas técnicas de aprendizagem,
acompanhar as novidades. Perceba como seus alunos estão sempre
com a vara de pescar na mão. Se têm preguiça é porque não
foram estimulados o suficiente. |
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| Até temos essa consciência de que fala Jorge Werthein,
mas no decorrer do caminho, ela é esquecida. São muitas as
atribuições e atribulações do ofício de ensinar. Que essa
homenagem, professor, o faça lembrar de seu objetivo, do que
te fez escolher a profissão: ensinar com qualidade e formar
cidadãos de qualidade. Senhores de seus sentimentos, ações e
pensamentos. |
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Egberto Nogueira |
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Jorge Werthein
Representante da
Unesco no
Brasil | | |
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| Masao Goto Filho |
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Telma
Weisz
Doutora em Psicologia,
consultora em projetos educacionais, participou da
elaboração dos Parâmetros Curriculares
Nacionais. | | |
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Que políticas educacionais e projetos pedagógicos não
escravizem ou imobilizem o verdadeiro ofício do professor. Que
todos tenham a oportunidade de falar e expor pensamentos,
idéias. De trabalhar em ambientes abertos, justos, dinâmicos,
onde possam amadurecer e aperfeiçoar técnicas e
relacionamentos. Onde sejam reconhecidos e tenham a certeza da
grandeza de sua missão. |
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| Nas tribos indígenas, os sábios são os índios mais
velhos, experientes, que têm como incumbência inerente à
condição de ser humano ensinar aos mais novos as técnicas de
pescar, guerrear e preservar os valores culturais. Na tribo
dos não-índios, os mestres são os professores. Pessoas que
escolheram a profissão como uma missão de vida, uma obrigação
de ser humano, índio ou não, reconhecida e valorizada por
isso. |
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Masao Goto Filho |
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Pasquale Cipro Neto
Professor e consultor de Português,
colunista e autor de
livros | | |
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| Braz Bezerra/Album de
Família |
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Anísio Teixeira
Educador (1900 –
1971) | | |
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A principal bandeira defendida pelo educador Anísio
Teixeira era a garantia do ensino para todos. Por isso, vida e
educação eram a mesma coisa para ele. Assim como se tem o
direito à vida, se tem o direito à educação. Ensinar requer o
mesmo cuidado que se tem com a vida. Mas educar não é tarefa
para todos, e sim para aqueles que reconhecem essa finalidade
existencial e tratam o ofício com a consciência de
responsabilidade que a vida deve ter. |
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